Cadáveres e Cachorros Quentes Gigantes

Era uma noite de verão quando eles decidiram dar uma festinha na casa da Saa. Seria uma coisa simples, sem grandes preparativos ou atrativos. Apenas os cinco timers, muita comida e bebida e diversão sem fim. Seria uma noite interessante.

Takashi estava deitado no sofá, jogando DS. Estava tão quieto e concentrado que era como se não existisse. Jessy estava cantando no karaokê, animada como sempre, saltitando por todos os lados, tropeçando no fio do microfone uma vez ou outra. Kud estava assistindo um documentário sobre cadáveres no computador. Por algum motivo bizarro, ela se sentia atraída por aquele tipo de coisas. Saa, por sua vez, corria de um lado para o outro tentando arrumar a casa. Tudo tinha que estar perfeito para a festinha. Em breve Yukito chegaria com as comidas e as bebidas, portanto a casa tinha que estar arrumada. Ela imaginava o motivo de ser a única realmente trabalhando naquilo…

– LOVE WISHING TO THE AAAAAAAAAAAAARK! – Jessy cantava enquanto rolava no chão, feliz como uma criança com um doce.

– Kud, venha me ajudar a arrumar os pratos! – Saa chamava em meio à cantoria. Sua voz mal podia ser ouvida.

Mas Kud não deu a mínima importância. Seus olhos brilhavam diante do documentário e seu corpo tinha freqüentes arrepios. Aquilo tudo era tão interessante. Irritada, Saa arrancou a tomada do computador e Kud começou a chorar.

– Buuuuu, Saa é má! Saa é má!

Jessy imediatamente largou o microfone e correu até Kud, abraçando-a e chorando junto com ela.

– Saa, não faça maldades com a Kud!

– É melhor vocês me ajudarem ou cabeças vão rolar. – Saa disse com autoridade, botando a mão na cintura e fazendo charminho.

As três trabalharam juntas e logo a casa estava impecável. Apenas Takashi continuava deitado no sofá com seu DS em mãos. Logo Jessy já estava de volta ao karaokê e dessa vez arrastara Kud consigo. Saa agora não tinha o que fazer, portanto resolveu ligar para o Yukito, que por sinal estava atrasado.

– YUKIPYON! VOCÊ ESTÁ ATRASADO! CHEGUE LOGO OU EU VOU ARRANCAR SUA COLUNA! – Ela berrava no telefone.

– Seja gentil, Saa-chan. – Yukito respondeu do outro lado da linha, usando um tom de voz cômico.

Saa desligou o telefone. Aquele garoto, sempre tão irresponsável… Iria espancá-lo até a morte quando ele chegasse. De repente, ela ouviu palavras mágicas vindas do karaokê, foi impossível para ela não cantar junto com Jessy e Kud.

– Osoroi ne watashitachi kore de osoroi ne aa shiawase… – As três cantaram juntas, de forma harmônica. Mas Saa foi a que cantou com mais animação e emoção.

Jessy e Kud olharam para Saa assustadas. Ela realmente havia cantado aquela música? Finalmente havia se revelado. Logo um sorriso maroto surgiu no rosto das duas à medida que elas se aproximavam de Saa.

– Então quer dizer que você gosta, né? – Kud perguntou com um tom de segundas intenções.

– Saa estava nos enganando… Kufufufu – Jessy disse, usando o mesmo tom de Kud.

– N-Não é como se eu gostasse, sabe… Eu baixei por engano.. Aí eu não consigo excluir… E o meu player gosta de me trollar e vive tocando ela… N-Não é como se eu quisesse ouvir… M-Mas minha memória é boa, s-sabe… E-Eu… – Saa tentou se explicar, não queria dar o braço a torcer. Estava corada e tinha uma expressão fofa (e tsundere) no rosto.

– Sei. – Kud e Jessy disseram juntas, rindo.

– S-Suas sem cultura! Saa tá falando a v-verdade!

– Ok, se você tá falando a verdade, eu sou yandere. – Kud disse, rindo.

– Mas você é… – Disse uma voz masculina pertencente a alguém que acabara de entrar no recinto. Era Yukito.

– YUKIPYON! SEU MALDITO! ESTÁ ATRASADO! VOU COMER SEU FÍGADO! – Saa exclamou, pulando em cima dele, derrubando-o no chão e dando vários socos em sua cabeça.

Demorou alguns minutos até que Yukito conseguisse tirar Saa de cima dele. Ele levantou-se, rodou a Kud no ar, cantou uma música com a Jessy e jogou Pokémon com o Takashi. Foi aí que todos se deram conta de uma coisa…

– Nee, Yukipyon… Onde estão as coisas que você ia trazer? A comida e a bebida? – Saa perguntou, tentando parecer simpática e gentil.

– …. Ih, esqueci em casa. – Ele respondeu, batendo a mão contra o próprio rosto.

– YUKIPYOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOON! – O grito da Saa ecoou por todo o mundo, matando muitas pessoas do coração.

De repente, o telefone tocou. Jessy foi saltitando atender, ignorando o fato de Saa estar arremessando Yukito de um lado para o outro da casa.

– Alô?

– Alô, é dos timers? Eu preciso da ajuda de vocês! Cachorros quentes gigantes estão atacando minha casa! – Uma mulher desesperada dizia do outro lado da linha.

– É pra já! – Jessy respondeu, desligando o telefone e pulando no sofá. – Temos uma missão!

Os cinco se uniram e pularam juntos pela janela, se transformaram em super heróis e foram derrotar os cachorros quentes. Seria uma loooonga noite. Mas essa era a tarefa deles, afinal.

E assim, o dia foi salvo mais uma vez pelos Mtimers, que prometeram nunca mais parar de usar drogas.

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